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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Esperando no Senhor para renovar nossas forças:

“Mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” Isaías 40.31 

“‭‭Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. 
Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos.” 2 Coríntios 1.8–9 

Por que precisamos de renovação espiritual? 

A renovação é uma necessidade de todo cristão que deseja manter-se em pé diante de Deus. 
Todos nós precisamos de avivamento. 
Desde o pastor-presidente até o membro, todos precisam de renovação espiritual. 

Por que nós precisamos ser espiritualmente despertados em nossa trajetória de vida cristã? 
Por que Deus quer a nossa constante renovação? 

Ao comprarmos algum eletrodoméstico, como máquina de lavar, fogão, televisão, geladeira, recebemos, além da nota fiscal, também o manual do fabricante. 
Se o bem de consumo que possuímos é um carro, precisamos trocar o filtro de ar e o óleo do motor a cada cinco mil quilômetros rodados, e a cada quinze mil quilômetros, a correia do motor. 

Temos a obrigação de fazer esses reparos periódicos para que a máquina continue funcionando perfeitamente. 
Espiritualmente, também precisamos de reparos; precisamos aparar as arestas em nosso relacionamento com Deus, tapar as frestas em diversas áreas de nosso viver. 
Sabe por quê? Para que não estejamos vulneráveis às investidas do inimigo de nossas almas e não cedamos à nossa natureza carnal. 

O que chamamos de “esgotamento” 
é a experiência de uma sobrecarga tão profunda que as nossas capacidades usuais de resiliência, de reagir, de permanecer estáveis, confiantes e perseverantes não são mais suficientes. 
O esgotamento significa algo muito profundo que nos coloca em colapso, e nós simplesmente não podemos continuar. 
Nós pastores entendemos o esgotamento, e não apenas na vida dos outros, mas na nossa própria vida. 

Dois textos, 
Como a Bíblia aborda o esgotamento? 

Isaías 40.31 nos promete o poder de sustentação de Deus. 
Ele nunca teve a intenção de descrever nossas vidas em um nível detalhado de todos os momentos. 
O versículo 30, logo antes, descreve o esgotamento do forte: 

“Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem”. 

Obviamente, esse versículo não está dizendo que os jovens experimentam nada além de cansaço e exaustão. 
O que diz é que, apesar de seu vigor ilimitado, até eles às vezes, ao longo do caminho, desmoronam de exaustão. 
É uma questão geral e é indiscutivelmente verdade. 

O verso 31 faz o mesmo, mas de outra perspectiva. 
Aqueles que esperam no Senhor se tornarão, apesar de sua fraqueza, uma prova viva de seu incrível poder de sustentar e renovar. 
Mas não temos garantia de que aqueles que esperam nele também não experimentem o esgotamento (versículo 30).
Temos todo o direito de incluir em nosso paradigma de experiência cristã normativa tanto o poder de sustentação do Senhor quanto nossa narrativa geral e a experiência paralisante de um esgotamento ocasional. 

O outro versículo, 2Coríntios 1.8–9, se encaixa de maneira significativa dentro da estrutura maior de segurança de Isaías 40.31. 
De fato, o sofrimento de Paulo torna essa certeza ainda mais significativa. Paulo não estava fugindo do Senhor ou negligenciando o Senhor. 
Ele estava tendo suas devoções diárias, vivendo pela fé e assim por diante. 
Mas mesmo esse fiel pastor atingiu a muralha da limitação e derrota. 

Paulo compartilha com os irmãos a grande aflição que sofreu quando esteve na Ásia (v.08). 
Segundo ele afirma, foi "agravado mais do que podia suportar, de tal modo que até da vida desesperamos". 
A jornada do cristão, muito embora passe por pastos verdejantes e águas tranquilas, também reserva passagens pelo vale da sombra da morte (Sl 23.4). 
Não podemos ignorar que o dia mau pode vir para todos; veio para Paulo o apóstolo, pode vir para mim e para você. 

Paulo observou que aquela aflição possuía uma finalidade pedagógica: "para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos" (v. 09). 
Cada tribulação mostra nossa impotência e a potência de Deus. 
Nós faz perceber a brevidade dessa vida e acende em nosso coração a chama da esperança cristã, que reside na ressurreição. 
Ainda que tombemos na batalha, naquele dia de luz, Ele trará de volta a vida aqueles que morreram na fé. Quem crê em Cristo, ainda que morra, viverá. Nossa esperança é viva; Canaã está logo ali! 

Esgotamento e o poder de Deus:
Pastores fiéis podem se sentir tão humilhados pela intensidade do ministério, de tal forma que desistem da própria vida. 
E esses pastores abatidos são os mesmos que, enquanto esperam no Senhor, serão renovados por sua graça. 

Portanto, se um pastor fiel experimenta o esgotamento, não é necessariamente uma prova contra ele. 
É Deus transformando esse pastor em uma prova viva de que “Deus ressuscita os mortos” (2Co 1.9). 
É o que as ovelhas do pastor precisam ver nele – não apenas o poder de Deus em sustentá-lo no fluxo normal do ministério, mas também o poder de Deus o ressuscitando nos momentos extremos da derrota. 
Isso também é ministério pastoral para pessoas que precisam de esperança quando a vida é impossível. 

O propósito de Deus para nós pastores não é que nunca nos afundemos no mais profundo das profundezas. 
O propósito de Deus para nós é que, quando nos afundarmos no mais profundo das profundezas, encontraremos o próprio Deus esperando por nós lá embaixo com uma graça mais profunda “para reviver o espírito dos humildes:” (Isaías‬ ‭57:15‬ ‭Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos). 

Conclusão
Recentemente, encontrei um artigo sobre oração: o título desse artigo resume a oração de maneira tão simples e proveitosa: 
“vá para Deus e aguente firme!”
Se você está esgotado, totalmente sobrecarregado além de suas forças, fazendo com que você esteja desesperado com a própria vida, meu conselho a você é esse: 
vá para Deus e aguente firme. 
Ele certamente está segurando você firmemente. 
Ele vai renovar suas forças. 
E o seu ministério será mais profundo do que nunca.

sábado, 2 de setembro de 2023

O ESPÍRITO QUER INFLAMAR VOCÊ

Texto chave: 2Tm 1.6-7
Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos.
Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.

1.6 O dom concedido a Timóteo é comparado a uma fogueira que ele precisa manter acesa:
1Ts 5.19 Não extingais o Espírito.
Note aqui que os dons e o poder não se mantém fortes e vitais sozinho.
Precisam ser alimentados pela graça mediante oração, fé e obediência.
Timóteo precisava fazer tudo o que podia para intensificar a manifestação da chama do Espírito.
A temperatura espiritual de um líder cheio do Espírito deve ser mantida sempre num nível elevado.

1.7 Paulo menciona três características do líder cristão efetivo: poder, amor e domínio próprio. Estas estão a nossa disposição porque o Espírito Santo vive em nós.

Jesus deseja que o ministério flamejante do Espírito, em toda sua plenitude, esteja operando em você.
“Eu vim para lançar fogo sobre a terra” (Lc 12.49).
Ele acendeu a santa chama de Deus no coração dos discípulos durante seu ministério aqui na Terra.
No dia do Pentecostes, o Espírito Santo desceu visivelmente em chamas santas sobre os homens e mulheres reunidos no cenáculo. Capacitados pelo Espírito, começaram a espalhar o fogo santo no mesmo dia.
Durante décadas, o fogo do Espírito continuou a arder e espalhar-se.
A perseguição não conseguiu apagar o fogo do Espírito, só serviu para soprar ainda mais as chamas.
O Pentecostes acendeu uma chama que, pela graça de Deus, jamais se apagará.

O processo de soprar a chama precisa ser contínuo.
Cinco vezes, em Levítico 6, Deus ordenou que nunca permitissem que o fogo no altar do holocausto se apagasse.
Esse fogo viera inicialmente do Céu. Deus provê o fogo, mas é nossa responsabilidade mantê-lo aceso.
Precisamos constantemente do fogo do Espírito, simbolizando a sua presença divina dentro de nós.

Também, o fogo tem uma tipologia da presença de Deus: “O fogo arderá continuamente sobre o altar, e não se apagará…” (Levítico  6.13).
A obrigação do sacerdote era de colocar lenha três vezes ao dia.
Uma tipologia clara, na qual Davi compreendia muito bem ao afirmar: “De tarde e de manhã e ao meio-dia orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz…” (Salmos 55.17).
Daniel também compreendia esse entendimento: “Três vezes por dia ele se ajoelhava e orava…” (Daniel 6.10).

Mesmo porque, o fogo representa poder, força e calor que tem a função: Iluminar: (Êxodo 13.22) “Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite…”
Aquecer: (Salmos 39.3) “Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava na tua lei e se acendeu um fogo…”
Limpar: (Salmos 17.3) “Podeis sondar meu coração, visitá-lo à noite, prová-lo pelo fogo, não encontrareis iniquidade em mim…”
Alastrar: (Mateus 3.11) “ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. 
O fogo do Espírito Santo ficou visível no crescimento da igreja primitiva.

E para ter acesso ao santuário era necessário manter o fogo continuamente sobre o altar, porque altar sem fogo significa altar sem a presença de Deus.

Despir da sua roupa – Todos os dias pela manhã, o sacerdote tirava sua roupa e colocava a roupa de linho fino, na qual era adequada para o serviço sacerdotal.
A roupa do sacerdote servia para revelar ao povo o peso, a glória e a beleza do esplendor de Deus.
As roupas falam da nossa condição espiritual.
Então antes de pensar sobre o fogo, se preocupe como está a sua postura em relação ao pecado.
Será que suas vestes estão sujas e você está tentando tapar com sua religiosidade? (Mateus 22.11 Apocalipse 22.14).

Tirar as cinzas do altar – O sacerdote teria que tirar as cinzas velhas e colocar lenha nova, porque o excesso de cinzas pode apagar o fogo.
A limpeza do altar era uma atividade necessária, sendo que as cinzas deveriam ser levadas para fora e colocadas em lugar limpo.
Nossa vida precisa ser marcada por constantes mudanças, por isso que não podemos viver de cinzas velhas.  Viver de experiência do passado. Deus tem um fogo novo para sua vida.

Colocava lenha sobre o altar –
A lenha inflamava e dava mais vida ao fogo. Uma vida de consagração e jejum produz um estilo de vida inflamada pelo Espírito.
Tornando uma vida marcada por novas experiências e revelação de Deus.

Saiba que leva muito mais tempo e muito mais esforço reacender um fogo que se apagou do que mantê-lo aceso, Pv 26.20b Sem lenha, o fogo se apagará.
É melhor vigiar para não cair do que tentar se levantar após a queda. Mantenha a manutenção da sua vida espiritual, e tenha o cuidado constante do seu relacionamento com Deus.

O Espírito Santo só poderá cumprir a sua função em iluminar, limpar, aquecer e alastrar quando você tiver a competência de buscar, proteger e investir nesse fogo.
O palito de fósforo, por exemplo, por não ter uma estrutura suficiente, o fogo não permanece por muito tempo.
Assim também somos nós, se não tiver uma estrutura na oração e na palavra de Deus, o fogo do Espírito Santo não vai poder fazer muita coisa.

Assim como o caso da exortação que Paulo faz ao jovem Timóteo:  “Reacende e mantenha queimando o dom de Deus que há em você…”  (2Timoteo 1.6 – tradução inglesa).

Então Jesus anima os dois discípulos no caminho de Emaus ao expor as escrituras.
Os corações dos dois discípulos começaram a irradiar e pulsar novamente.
Um novo olhar e um novo horizonte começou a ressurgir.

Portanto, quando o Espirito Santo nos toca, tem essa função de incendiar, despertar e irradiar os corações das pessoas com o mesmo propósito, entusiasmo e paixão que temos.

Como cristão cheio do Espírito, sua marca deve ser intensa devoção, fervor espontâneo e disposição leal para servir, assim como são os anjos celestiais.
Apolo era um homem aceso com esse fogo (At 18.25). A expressão “fervoroso de espírito” pode ser traduzida como “espírito ardente” ou “incandescente” com o Espírito.

O profeta Jeremias, por exemplo, foi rejeitado e castigado pelo povo, foi tentado a calar sua voz, mas o fogo que ardia em seu coração foi mais forte – falou mais alto que suas emoções e sentimento: Pensei em parar, mas suas palavras queimam como fogo no meu coração para não desistir (Jeremias 20.9 tradução Bíblia Viva).

Por esse motivo que Deus é comparado como um fogo: 
“Porque o SENHOR teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso (Dt 4.24). Porque nosso Deus é um fogo consumidor (Hb 12.29).

Somos mais abençoados, mas vitoriosos e mais úteis espiritualmente quando estamos incendiados.
Somos mais parecidos com Deus quando estamos inflamados com fogo santo – a chama do Espírito que habita em nós.